Lugares da Bíblia - Hebrom
A região outrora habitada por Abraão foi palco de alguns dos mais importantes acontecimentos do Antigo Testamento, onde se encontram enterrados alguns dos personagens mais importantes da Bíblia, na atual Cisjordânia
A Bíblia conta que Deus repovoou a terra
a partir da família de Noé após o dilúvio. Seus descendentes
espalharam-se, gerando mais descendentes. Na linha genealógica de Sem,
filho de Noé, vários anos se passaram até um membro da família se
destacar na história do povo judeu: Abrão, a quem Deus prometeu muitas
terras e vasta descendência. "... Olha para os céus e conta as estrelas,
se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade." Gênesis
15:5) Conforme Abrão ia seguindo pelo território prometido por Deus,
morava por algum tempo em lugares onde marcou a história. Um desses
lugares foi Hebrom, na época chamada Quiriate-Arba, próxima da qual
Abrão e os seus ergueram suas tendas, na região dos carvalhais de Manre
(leia Gênesis 13:18).
Hoje, Hebrom é uma cidade da
Cisjordânia, localizada bem próxima à fronteira com Israel, próxima a
Jerusalém, algo em torno de apenas 30 quilômetros. É considerada pelos
judeus como a segunda cidade mais importante do mundo em relação aos
acontecimentos histórico-religiosos – a primeira é Jerusalém.
Infelizmente, a região, palco de diversos conflitos no passado, até hoje
é uma zona de conflito.
De antes de Abraão até hoje
Muito antiga, como podemos perceber no
texto bíblico, Hebrom já existia nos tempos de Abraão. Vivendo em seus
arredores, foi lá que o patriarca envelheceu, procriou e enterrou seus
entes queridos, ele mesmo sendo enterrado posteriormente ali.
Em Gênesis 23, podemos ver que Sara
faleceu antes de seu marido. Abraão, sendo morador da região por várias
décadas, achou por bem enterrar a esposa em Hebrom. O ancião quis
comprar uma gruta cercada por um grande terreno para servir de túmulo
para a família. Como não era natural daquela terra, foi pedir permissão
aos locais para sepultar a esposa, oferecendo uma quantia de acordo com o
valor do terreno. Por ser profundamente respeitado e querido, os
nativos não quiseram cobrar dele, e disseram que poderia enterrar a
esposa e seus parentes ali, como bem lhe aprouvesse.
Quase todo o território de Hebrom está
sob o controle autônomo da Autoridade Palestina. Apenas 3% do território
é controlado pelo exército de Israel, o que inclui a área da Gruta dos
Patriarcas, anexada ao domínio israelense em fevereiro de 2010.
Atualmente, vivem na cidade cerca de 160 mil palestinos e
aproximadamente 750 colonos israelenses, a maioria deles judeus e
estudiosos da Torá, seu livro sagrado (equivalente ao Pentateuco – os
cinco primeiros livros da Bíblia).
O massacre de Hebrom
Árabes e judeus conviviam na região em
clima tenso, até que em 24 de agosto de 1929 ocorreu o chamado Massacre
de Hebrom. Árabes invadiram o bairro judaico e mataram 67 judeus de
várias idades. O restante da comunidade judaica de Hebron foi forçado
pelo mandato britânico a deixar a cidade (a Inglaterra controlava a
região antes do estabelecimento de Israel pela Organização das Nações
Unidas - ONU).
A comunidade judaica só voltou a Hebrom
após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel retomou o controle
de parte da cidade. O Massacre de Hebrom não foi um caso isolado.
Hostilidades contra judeus aconteciam em diversas partes do país.
Uma mesquita, a de Ibraim (para os
muçulmanos, o equivalente a Abraão), está erguida acima da gruta que
serve de jazigo aos patriarcas. A despeito dos conflitos religiosos, o
turismo em Macpela é permitido. Por medidas de segurança, as visitas ao
local sagrado onde estão os túmulos são supervisionadas por soldados
israelenses, sendo recomendado chegar ao local com ônibus ou carros
blindados, à disposição do público por parte da cooperativa de
transportes de Israel.
http://www.arcauniversal.com/mundocristao/series/noticias/lugares-da-biblia---hebrom-3143.html
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